Dampfnudel

Freitag é dia de dampfnudel!

Toda sexta-feira a vovó fazia dampfnudel. Pena que cheguei depois da partida da vovó, mas a Katarina, neta mais prendada na cozinha, não disfarçou a felicidade quando abrimos a tampa de madeira da panela de aço e o dampfnudel dela apareceu perfeito para a gente. Foi uma alegria tamanha que não seguramos os gritos de emoção!

O dampfnudel é mais um prato daqueles que podemos comer tanto como prato principal quanto como sobremesa. E foi exatamente assim que programamos nosso almoço naquele dia. Na mesa, foi servido o Kolrabi reforgado e o creme de baunilha morninho, simultaneamente!

Parênteses: o Kolrabi é um vegetal bem comum na Alemanha, tem o da casca roxa e o verde bem clarinho, quase branco. Retira-se a casca e come-se tudo dentro. É crocante e refrescante. Pode ser cru, refogado, na sopa. É bem versátil! Infelizmente não os fotografei, mas você pode dar uma olhadinha neles na Essen & Trinken, e praticar o alemão! Fecha parênteses.

Para simplificar a explicação, o dampfnudel é um pão. Um pão bem fofinho, de sabor bem neutro, assado no vapor do leite, dentro de uma panela e ferro, no fogão a lenha.

A massa do dampfnudel leva farinha de espelta, ovos, manteiga e leite, ou seja é super simples! Como manda a versatilidade do doce-salgado: não leva sal, nem açúcar.

   

A vovó dizia que a massa do dampfnudel deve ser sovada manualmente. Numa bacia colocamos a massa e, com uma colher de pau, vamos batendo a massa e girando a bacia, sempre no sentido anti-horário.

Enquanto isso, a panela de ferro fica na beirinha do fogão a lenha, derretendo a manteiga no leite, devagarinho.

   

Depois de bem batida, a massa descansa e cresce. Depois de crescida, com uma colher vamos fazendo as bolotas e colocando-as em um pano de algodão impecável, salpicado com farinha, para não grudar. Quando a massa toda está porcionada, colocamos uma a uma as porções na panela. Tampamos a panela para formar o vapor e rezamos para que saia lindo.

   

Depois de uns 20 minutos, voilà! Retiramos a tampa e aparece para a gente estas fofíssimas bolotas, estufadas, como um pão em casca.

   

O dampfnudel está bom quando soltamos com uma espátula do fundo da panela e ele apresenta esta crosta torradinha na base e o centro está completamente cozido, fofo, aerado e cheio de furinhos, como um pão bem fofinho.

   

Abrimos o dampfnudel no prato para receber o recheio. Há quem prefira começar pelo recheio doce, e há também quem só fica no doce. Eu comi um com o Kolrabi e outro com o creme de baunilha e geléia de damascos. Tudo uma delícia!

   

Para o dia seguinte, há ainda uma terceira versão: cortamos o dampfnudel em fatias grossas e douramos na manteiga. Tem coisa melhor?

   

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